Modo de preparação
  • Dissolva o fermento num pouco da água morna. Junte 100 g da farinha de trigo, misture e deixe levedar um pouco. Leve ao lume a restante água com a erva-doce, as especiarias e o sal e deixe ferver. Peneire a farinha de milho para uma tigela grande e deite a água de especiarias, passada por um passador.
  • À massa que esteve a levedar, adicione o açúcar e o ovo, previamente batido, a manteiga amolecida e a restante farinha de trigo. Envolva com a massa de milho e especiarias e trabalhe sobre a bancada, polvilhada com farinha. Deixe levedar durante 3 horas, coberta com um pano.
  • Após o tempo indicado, molde pequenas bolas com as mãos e coloque num tabuleiro, forrado com papel vegetal e polvilhado com farinha. Deixe levedar mais um pouco. Polvilhe depois com farinha e leve ao forno, pré-aquecido a 190ºC, durante 15 minutos ou até ficarem douradinhas.
Notas
Tradicionalmente, forra-se o tabuleiro com folhas de couve-galega, previamente lavadas e escorridas, polvilham-se com farinha, dispõem-se por cima as broas e levam-se ao forno.
Provar as Broas de Páscoa de Santo Tirso em casa é uma experiência que enaltece não apenas o paladar, mas também a tradição e o conforto de preparar doces pascais na própria cozinha. Esta receita, rica em história e sabor, oferece um momento de conexão com as raízes culturais de Portugal, tornando-se um destaque na celebração da Páscoa.
O processo de preparar as Broas de Páscoa de Santo Tirso começa com a ativação do fermento em água morna, uma etapa essencial que garante o sucesso da receita. A combinação do fermento com a farinha de trigo cria uma base que irá fermentar e formar a estrutura leve e arejada das broas. Este primeiro passo não é apenas técnico, mas também quase mágico, ao ver a massa começar a ganhar vida e crescer.
Enquanto a base fermenta, a preparação da água aromatizada com erva-doce, açafrão, canela, cravinho e uma pitada de sal introduz um bouquet de aromas que são a alma desta receita. Ao ferver estas especiarias, não só se extrai o máximo de sabor, mas também se cria uma infusão que irá impregnar a farinha de milho com essências profundas e envolventes, fundamentais para o sabor característico das broas.
Após a infusão, a água é cuidadosamente coada e misturada à farinha de milho, formando uma massa rica e colorida pela ação do açafrão. A este preparado, adiciona-se a massa levedada, o açúcar, o ovo batido e a manteiga amolecida, juntamente com o resto da farinha de trigo. O amassar destes ingredientes não é só um processo físico, mas também uma oportunidade de mergulhar nas tradições culinárias, sentindo cada textura e aroma.
Depois de amassar, a massa é deixada a repousar e fermentar por três horas, coberta com um pano. Este período de levedura não só permite que a massa desenvolva a sua textura final, mas também que os sabores se intensifiquem e harmonizem, criando um perfil de sabor mais complexo e delicioso.
O toque final na preparação das Broas de Páscoa de Santo Tirso é moldar a massa fermentada em pequenas bolas, colocá-las em um tabuleiro forrado com papel vegetal e, tradicionalmente, com folhas de couve-galega. Este método não só é uma homenagem à maneira tradicional de cozer as broas, mas também adiciona um sutil sabor terroso ao produto final. As broas são então levadas ao forno pré-aquecido, onde se transformam em delícias douradas e perfumadas.
Provar estas broas em casa é um prazer que vai além do sabor. Cada mordida é uma viagem pela história e cultura portuguesa, uma celebração das técnicas de panificação passadas de geração em geração. A textura crocante por fora e macia por dentro, o aroma de especiarias e a cor dourada convidam a momentos de partilha e festividade.
Preparar e saborear as Broas de Páscoa de Santo Tirso em casa não é apenas cozinhar; é reviver tradições, criar memórias e celebrar a Páscoa de uma forma profundamente pessoal e significativa. Este prato, emblemático e delicioso, é uma verdadeira expressão da riqueza gastronômica de Portugal, tornando cada Páscoa um pouco mais especial.

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